Considerável Contradição

Agosto 13, 2009

Paz de espírito

Amor e dor não rimam somente na linguagem, mas também na vida real. Um sempre trás o outro consigo. Um não existe sem o outro. Já diziam os homens sábios que, para darmos valor as coisas boas, é preciso que experimentemos as ruins primeiro.


Aprenda: se não há dor, não há amor. Com o amor provamos da insegurança, do medo da perda, da espera sem fim, da tristeza profunda, da sensação de inutilidade. Assim como, oposto a tudo isso, conhecemos a felicidade extrema, a importância dos detalhes, o coração disparado, a tranquilidade, a paz de espírito.


Chega a ser engraçado tudo o que um ser humano consegue provocar em outro. Através do amor tornamo-nos marionetes que têm parte de sua vida focada em proporcionar a felicidade do nosso manipulador. Dane-se se é difícil, se choramos, se fazemos àquilo que um dia dissemos que nunca iríamos fazer. Quando amamos abrimos nosso caminho em busca do caminho do outro e, algumas vezes, acabamos por mudar completamente o nosso roteiro inicial.


Caminhamos pelas calçadas pensando nos momentos vividos com o outro. Observamos vitrines buscando aquele presente que seria tão bem recebido. O tempo custa a passar quando estamos sozinhos e parece voar quando o outro, tão essencial, se faz presente.


Não é bobagem, não é falta de amor próprio, não é ilusão. Colocar nossa vida de frente para outra vida – e arcar com as consequências desse ato – é uma atitude que exige o famoso “gostar de si mesmo”. Nossas ações são realizadas conscientemente, baseadas na certeza de que só nos sentiremos completos e livres quando alcançarmos uma relação segura, de cumplicidade, de fidelidade, de amor verdadeiro. Por amor, os esforços valem a pena.


Todas essas sensações, esses sentimentos impregnados no amor, nos tornam pessoas melhores. Ganhamos maturidade, confiança. O amor é motivador. O amor é transformador. Não é ruim deixar de ser àquilo que um dia já fomos por influência do outro. Basta que tenhamos cautela. Se mudamos é porque sabemos que isso nos fará bem.


E, para os que não acreditam nas palavras que joguei aqui hoje, que me consideram uma louca desvairada, completamente “cega de amor”, procurem o espelho mais próximo e tentem remover essa película que deixa tudo dentro de vocês tão cinza e embaçado. Aceitar que nos doarmos à outro ser é algo bom, e o que o amor é “piegas” mesmo, é o primeiro passo para encontrá-lo.

Postado por Mica_ela, às 10:57

1 Comments:

"O amor é um precipício. A gente se joga nele e reza pro chão nunca chegar"

20 de agosto de 2009 12:43  

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home